18.5.08

Pecado original

Em Viterbo não se pecou mas, pelo menos, saciaram-se as saudades pelo medievo.

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6.5.08

Dias que passam

Pouco se tem feito. Ou antes, muito se tem feito, o que me deixa sem vontade para fazer muito mais. Leituras, praticamente só de trabalho, porque o A. Maalouf que me acompanha precisa de disponibilidade mental, que nos dias que correm é menos que nada.
Avizinha-se a viagem que, esperamos, altere o estado de espírito. Que não tem sido dos melhores.

18.3.08

Dias assim

Qual Vladimiro por vezes dou por mim a pensar no «Que Fazer?»

8.1.08

Coisas simples

Uma das coisas que me dá mais gozo no início de cada novo ano é a agenda. Páginas e páginas em branco, dias inteiros por preencher, descobrir.

Novo ano e assim...

No Guijo foi bom o descanso, a tranquilidade e o céu estrelado.
As caminhadas.
Abrir a janela pela manhã e observar o sossego.
Ou o pastor que se cruza pelo nosso caminho. Ou o velho que nos cumprimenta na estrada.
De regresso...

7.12.07

Dias assim

Hoje não houve bruma. E ainda bem. Não gosto de sentir a humidade a agarrar-se aos ossos. Bolas, é que não tenho idade para ter estas preocupações (sensações).
Mas passam os dias e a "malta" anda preocupada, cortando dias no calendário, vendo passar os dias. Nunca mais é dia.

9.11.07

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

(António Ramos rosa)


















(van der waay)

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Dias assim

Um ecrã à minha frente. O som de fundo do televisor. Um candeeiro. Frio. Muito frio. Teclas. Teclando se faz o caminho. Leituras. Leituras em atraso. Sempre leituras por fazer. Organizar ideias. Organizar papéis. Arquivar. Papéis. Ideias. Escrever. Dia tranquilo.

8.11.07

Dias assim

He andado muchos caminos,
he abierto muchas veredas,
he navegado en cien mares
y atracado en cien riberas.

En todas partes he visto
caravanas de tristeza,
soberbios y melancòlicos
borrachos de sombra negra,

y pedantones al paño
que miran, callan y piensan
que saben, porque no beben
el vino de las tabernas.

Mala gente que camina
y va apestando la tierra...

Y en todas partes he visto
gentes que danzan o juegan
cuando pueden, y laboran
sus cuatro palmos de tierra.

Nunca, si llegan a un sitio,
preguntan adònde llegan.
Cuando caminan, cabalgan
a lomos de mula vieja,

y no conocen la prisa
ni aun en los días de fiesta.
Donde hay vino, beben vino;
donde no hay vino, agua fresca

Son buenas gentes que viven,
laboran, pasan y sueñan,
y en un día como tantos
descansan bajo la tierra.
(António Machado)